Programa Político

  1. O Nacionalismo Liberal, Conservador e Personalista

A LIGA NACIONAL é um Movimento Nacionalista, Liberal e Democrático, que enquadra as suas propostas políticas na defesa da Pátria Portuguesa, da Soberania Nacional, num quadro de uma saudável e pacífica convivência com as demais Nações.

Para a LIGA NACIONAL, o Nacionalismo Liberal é, como foi e será, nas intemporais e sábias palavras de Fernando Pessoa, uma essência que se resume em três singelas bases: “Tudo pelo Indivíduo, nada contra a Sociedade; tudo pela Humanidade, nada contra a Nação; tudo pela igualdade, nada contra a Liberdade”, colocando cada um dos Portugueses, e a Soberania de Portugal, no centro da sua atividade político-partidária, reclamando para o Estado uma legitimidade política derivada da participação activa dos seus eleitores-contribuintes e da sua vontade geral, expressa em Eleições Livres e Democráticas, na defesa da Justiça e da Segurança dos 5 Cidadãos, e do primado da Economia da Oferta, do Mercado e da Livre Concorrência.

A LIGA NACIONAL é um Movimento Conservador, que se afirma com uma concepção e meio de compreensão da Vida, da Sociedade e da Governação– fundada no Individualismo Metodológico e nas reflexões de Filósofos que, como Adam Smith (a sua inovadora “Ordem Espontânea”), Charles Montesquieu (a sua clássica “Separação de Poderes”), John Locke (os seus consagrados “Direitos Naturais”), Edmund Burke e Roger Scruton (sobre a interconexão entre “Liberdade, Mercados Livres, Tradição, e Autoridade”), Ludwigvon Mises (com o seu Tratado sobre a “Acção Humana”),ou, entre outros Pensadores Livres, Friedrich von Hayek (no seu, reconhecido por Prémio Nobel e sempre actual, “Lei, Legislação e Liberdade”) – assente nos valores da Liberdade e da Democracia representativa, com primado do Estado de Direito, na limitação da intervenção do Estado e na separação de poderes.

Inscreve-se, assim, A LIGA NACIONAL numa corrente de Pensamento que, assentando no Individualismo Metodológico, no Personalismo e numa defesa intransigente da Dignidade do Indivíduo (que, como ser humano, tem o Direito à vida, a viver em Liberdade e em perseguir a sua Felicidade), privilegia a harmonia de interesses e regras de cooperação voluntária, numa sociedade historicamente construída ao longo de séculos, com uma identidade cultural, em respeito de Valores, costumes e tradições, da Democracia, da Liberdade, da Propriedade Privada e do Estado de Direito e do Império da Lei, contra a arbitrariedade, o uso e o abuso do Poder, todas as formas de Totalitarismo e das “tiranias suaves”, como Alexis de Tocqueville tão bem caracterizou. 6 Um Conservadorismo Liberal, democrático e pluralista, em defesa da Ordem espontânea, que promova o progresso, orgânico, ordenado e pacífico, com primado das mais amplas e incondicionáveis Liberdades, Políticas, Económicas e Cívicas.

Assume com estes seus Princípios e Valores e bater-se-á por demonstrar a sua bondade, utilidade e aplicabilidade às circunstâncias concretas da vida do País e dos seus eleitores-contribuintes, testando-os e adaptando-os às contingências, sem se furtar ao debate político, democrático e livre, sem ceder ao proselitismo, populismo, demagógico e hipócrita dos que se arrogam de uma “superioridade moral” que é imposta por determinadas elites a todos os que sofrem as suas consequências no quotidiano.

2. A Defesa da História, da Cultura e da Língua Portuguesa

A Nação Portuguesa é, com fronteiras definidas, a mais antiga da Europa e uma das mais antigas do Mundo, com uma História ímpar e longa, feita por um Povo que lhe deu novos Mundos, com uma bravura que, até atenta a sua circunscrição geográfica e malgrado as tentativas, sempre goradas, de usurpação da sua Soberania e das agressões à sua Independência, sempre logrou assegurar a sua sobrevivência face a outras Nações e Impérios.

A LIGA NACIONAL pugnará por afirmar as suas concepções Nacionalistas Liberais, enquadrando as suas propostas políticas na defesa da Pátria Portuguesa, da Soberania Nacional, num quadro de uma saudável e pacífica convivência com as demais Nações, privilegiando a Defesa da História, da Cultura e da Língua Portuguesa.

A saber:

a) O ensino e a promoção, sem interferências revisionistas e ideologias que a adulterem, da História de Portugal, alicerçadas nos Factos objectivos que a marcaram;

b) Um Sistema Educativo acessível a todos, vocacionado para a consolidação dos Valores culturais e civilizacionais judaico-cristãos, sem interferência de correntes que se filiam na chamada “ideologia do género” e no dito “marxismo cultural”, conferindo o estatuto de “Autoridade Pública” aos Professores;

c) Proibiras práticas de excisão e os casamentos de, e entre, menores;

d) A manutenção do Acordo Ortográfico vigente até 1990;

e) Manter e preservar, sem revisionismos circunstanciais, a onomástica e toponímia originais de monumentos históricos e vias de comunicação;

f) A preservação, por opção dos Municípios, de tradições culturais e artísticas específicas e pretendidas pelas populações.

  1. Segurança, Soberania e Controlo das Fronteiras

A Segurança dos cidadãos é um valor essencial para a sua vivência em sociedade. Sendo certo que o Controlo de Fronteiras Externas ao ESPAÇO SCHENGEN – e a própria “Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira” (FRONTEX) – nunca almejou poder prestar um apoio efectivo, e eficiente, aos países associados, na gestão das suas fronteiras externas, tal terá, forçosamente, mais tarde ou mais cedo, que se reforçar para controlar a (agora,livre) circulação de membros integrantes de grupos terroristas a associações criminosas transnacionais. Um reforço que, inapelavelmente, terá que passar por um real Controlo Interno de Fronteiras, nas e das Nações Soberanas,contribuindo para a harmonização dos controlos nas fronteiras no seu seio. Ou seja, facilitar a cooperação entre as autoridades de controlo das fronteiras de cada país, com a assistência técnica e os conhecimentos específicos necessários para a gestão do que é, afinal, a principal manifestação de Soberania de um Estado-Nação: as Fronteiras.


As fronteiras Portuguesas são, de facto, centenárias e, historicamente quase imutáveis, desde a fundação da Nação, não se resumindo às suas meras linhas demarcatórias, porquanto são mais amplas e marcadas de simbolismos e identidades próprias e exclusivas.


O processo de produção de fronteiras não se cinge à demarcação de linhas no território, não são um ponto fixo no espaço e no tempo, antes simbolizando uma prática histórica de diferenciação: a verdade da realidade nacional sobre o território; o ser Português!


Enquanto instituições que podem separar ou integrar os Estados, a função de separação por Fronteiras é a mais tradicional, produzindo o seu valor na segurança do Estado e na segurança internacional, como um todo a depender do contexto geopolítico, que, num contexto de real globalização, de aparente integração regional e dos riscos do avanço de uma actuação em rede das organizações criminosas, faz com que a sua função e papel passe a assumir uma maior preponderância na Segurança do Estado e na defesa dos seus Cidadãos.

Uma Nação sem Fronteiras, é como uma casa sem portas!

É consabido que Portugal tem funcionado como plataforma giratória das
políticas que fomentam a entrada de Imigrantes ILEGAIS no Espaço Schengen!
Sendo certo que, em regra, são os portadores de passaportes falsos e
documentos forjados que optam por residir em Portugal, certo é que usufruindo de “benefícios sociais” (RSI, alojamento e outras benesses) que,
irresponsavelmente, o Estado Português lhes atribui, com um estatuto de
“refugiados”, que não são, certo é que apenas têm sido usados como
financiamento para a sua livre circulação (e práticas criminosas e,mesmo,de terrorismo) noutros países europeus.

Serão centenas, senão milhares os casos.Porém, entre estes, os mais famosos (entre outros que às mesmas se dedicavam na sombra), acabaram por ser identificados e, mais tarde, detidos ou mortos, por autoridades policiais e militares, não em Portugal, mas em França, na Alemanha e no Luxemburgo, ou nos territórios então controlados pelo Daesh. Beneficiando do estatuto de “refugiados”, do regime de asilo e de autorizações de residência, Hicham ElHanafi, Abdesselam Tazi, Abdessamad Anbaoni Yahya Nouri, Abderrahman Bazouz, Yahya Nouri,El Mehdi Kassim,Yassine Bousseriae, entre outros (uns já identificados, outros que continuam a sua missão), todos apresentam algumas características comuns: nunca foram “refugiados” (apesar de terem obtido, com o beneplácito das autoridades portuguesas, tal “estatuto” e benesses associadas), muito menos “sírios” (apesar de ostentarem passaportes e vários outros documentos forjados, com vários nomes e idades falsas), todos apresentados e considerados como “muçulmanos moderados”,“ simpáticos bons rapazes” e com fundos bastantes para viajarem e circularem de e para Portugal, com passagens pela França, Alemanha, Bélgica, UK, Turquia, Iraque, Síria (e, mesmo, pelo Brasil, Venezuela, Colômbia, entre outros destinos mais ou menos “turísticos” e onde o terrorismo anda de mão dada com gangs de tráfico de seres humanos, drogas e armas), a expensas dos tais subsídios concedidos pelo Estado Português, complementados por quantias recolhidas junto de outros elementos desta rede terrorista islâmica, a mando e sob coordenação de Boubaker ElHakim, Wallid Hamam, Mohamed Abrini e Abdelhamid Abbaoud, para compra de armas e explosivos e atentados terroristas que se viriam a perpetrar, em 2016 (apesar de alguns terem sido, a tempo, evitados), mormente em Paris e em Bruxelas.

A LIGA NACIONAL NADA TEM CONTRA A IMIGRAÇÃO… LEGAL!

Bem pelo contrário! Portugal tem demonstrado que imigrantes, legais, foram, são e serão, sempre bem-vindos, conquanto aceitem e cumpram a Lei, se integrem e respeitem as elementares regras de sã convivência com as comunidades locais em que se desejem integrar. Sendo o caso da generalidade de imigrantes originários dos PALOP, de outros países europeus ou da China,não tem sido o caso das vagas de ditos “refugiados sírios”(que, provindos, mormente de países do Magreb, do Bangladesh, Paquistão e outros países muçulmanos, “sírios” o são, apenas, em passaportes falsos, adquiridos a redes criminosas organizada e apoiadas por certas ONG’s)

Um País sem fronteiras não é uma Nação!

Com este entendimento, a LIGA NACIONAL afirmará como prioridades,
propostas e medidas, visando:

a) Criar condições de eficácia das Forças Militares, de Ordem e Segurança
Pública e de Protecção Civil, no combate a calamidades naturais, ao
controlo de fronteiras, ao combate à Imigração ilegal, à corrupção, ao
branqueamento de capitais, ao enriquecimento ilícito, ao tráfico de
seres humanos e de droga;

b) Combater práticas políticas e religiosas que ofendam o ordenamento
jurídico português (mormente, o antissemitismo, as ideologias do
género, a aplicação da Sharia, a excisão, os casamentos forçados de
menores, a inibição da sua frequência da Escolaridade Mínima
Obrigatória, do Racismo de qualquer natureza, entre outras, vigentes e
impunes, em comunidades que beneficiam de assistência do Estado,
sem adimplemento das normas legais e gerais aplicáveis);

c) Prisão efectiva dos membros de redes que as facilitem ou promovam,
com punição de “casamentos” e contratos de trabalho forjados!

d) Legislação em que se puna com maior severidade a imigração ilegal, com
deportação imediata de portadores de Passaportes ou Documentos de
Identificação falsificados, e/ou com Cadastro Criminal, em Portugal ou
nos países de onde são oriundos, e que não efectuem descontos em
sede de IRS ou Contribuições para a Segurança Social;

e) Proibição do uso e porte de arma a qualquer indivíduo que tenha sido
condenado em penas (suspensas na sua execução ou efectivas)
criminais, por ilícitos contra a integridade física ou contra a Segurança do
Estado;

f) Admissibilidade controlada de uso e porte de arma a todos os cidadãos
com registo criminal sem ocorrências, para sua Legítima Defesa ou em
Estado de Necessidade, com agravamento das molduras penais por uso
indevido;

g) Avaliação casuística e rigorosa de crimes cometidos por membros das
Forças de Segurança no exercício das suas funções na proteção e
segurança dos cidadãos, aferindo a causa justificante com o objetivo da
despenalização;

h) Obrigatoriedade de Trabalho a Favor da Comunidade a todos os
condenados em penas de prisão efectiva, no decurso do tempo de
reclusão e sempre que tal se justificar.

Com consciência que só com pessoal habilitado e com adequadas condições de trabalho para o exercício das suas Funções – que são de Soberania Nacional –, neste sentido a LIGA NACIONAL pugnará por:

i) Reforço dos meios e poderes do SEF e da actuação dos Tribunais para o
cumprimento da Lei, assegurando que os mecanismos de detenção e
expulsão sejam imediatamente accionados!

j) Reforço dos meios dos OPC e da ACT, para deteção de situações de 12
tráfico, escravatura, prostituição de imigrantes ilegais, para criminalizar
as Redes que as organizem e promovam.

Para tanto, a LIGA NACIONAL pugnará, ainda, por medidas que assegurem:

k) Condições, de trabalho, logísticas e remuneratórias, adequadas para o
exercício das competências cometidas aos profissionais com
responsabilidades na aplicação da Lei (Magistrados, Agentes das Forças
de Segurança – Polícia Judiciária, PSP, GNR e Guardas Prisionais – e
Funcionários Judiciais).

No domínio das Políticas de incentivo à Natalidade (para além das medidas de Política fiscal que adiante serão enumeradas) e porque se trata de uma área crucial para a Soberania Nacional e a Segurança dos Cidadãos, apontam-se,entre outras:

l) O fim da aplicação das ideologias de inclusão e ideologia de género no
sistema nacional de educação, colocando-se termo à aplicação das
orientações da ONU relativamente às chamadas “questões psicológicas
de transtorno de identidade de género”;


m) O fim imediato dos apoios do Estado e às subsidiações, através do SNS,
para prática do crime de aborto;


n) O fim imediato das leis de “quotas de género e raça” no emprego;


o) O fim da promoção, pelo Estado, de incentivos e medidas que
institucionalizem os casamentos entre homossexuais e a adopção de
crianças por “casais” homossexuais – no postulado que não compete ao
Estado, nem entrar na casa das pessoas, e, muito menos, nas suas
“camas”, sem embargo se assegurar a Liberdade, individual e consentida,
de cada um se relacionar, como quiser, com quem entender!

4. Uma Justiça de combate à corrupção e à criminalidade violenta

A Corrupção e a criminalidade violenta constituem o maior cancro da vida em sociedade.
Os crimes de corrupção visam um bem jurídico objecto de protecção, a saber: o prestígio e a dignidade do Estado, como pressupostos da sua eficácia ou operacionalidade na prossecução legítima dos interesses que lhe estão adstritos.Para o preenchimento dos crimes de corrupção basta a oferta e a aceitação de uma vantagem patrimonial indevida por parte de um titular de um qualquer cargo ou responsabilidade política e decisional – ao aceitar uma quantia (ou vantagem patrimonial) como compensação pela sua intervenção nas deliberações do executivo que integra e a que foram sujeitos os actos em que tinha interesse o corruptor, com a consciência da dádiva e da finalidade com que ela foi feita, mercadejou e/ou transaccionou como cargo, colocando os poderes funcionais ao serviço dos seus interesses privados e pessoais, ao assumir e aceitar vantagem que não lhe era pessoalmente devida pelo exercício das suas funções. Crimes que se conexionam com os de abuso de poder e de tráfico de influências, onde o bem jurídico protegido com a incriminação é a autoridade e credibilidade da administração do Estado, ao ser afectada a imparcialidade e eficácia dos seus serviços, sendo irrelevante a efectiva verificação do dano ou da vantagem prosseguida, bastando a prática do acto ou do facto abusivo por parte do agente.
A Criminalidade violenta reveste todos os ilícitos que envolvem a integridade física e a Vida das vítimas. Crimes que carecem de intervenção prioritária e de uma punição exemplar, com adequada protecção e reparação dos inocentes e famílias que sofrem os seus resultados.

Esta será uma das principais prioridades da LIGA NACIONAL, que vai accionar propostas e medidas concretas visando o seu combate efectivo. A saber:

a) Agravamento das Penas, com aplicação de outras medidas injuntivas
adequadas, para Crimes de Pedofilia, Violação Sexual e Violência
Doméstica, de aplicação efectiva e não suspensas na sua execução;


b) Penalização criminal de práticas contra a vida intra-uterina e de
eutanásia, com adequada aferição médica, psicológica e psiquiátrica,
caso acaso;


c) Possibilidade de atenuação especial de pena para arguidos que
colaborem com a Justiça, com regime de produção de prova
complementar, com a outorga de Acordos de Leniência e Pactos de
Clemência, com introdução no Sistema Penal Português,de mecanismos
de “Plea Bargaining”, em crimes de corrupção, de branqueamento de
capitais, de associação criminosa, e outros de criminalidade económica 15
(mormente de práticas que se traduzam em comportamentos que
violem a Livre Concorrência nos mercados ou visem influenciar variáveis
concorrenciais relevantes, nomeadamente através de fixação de preços
de aquisição ou de venda ou outras condições de transacção, atribuição
de quotas de produção ou de venda, repartição de mercados, incluindo a
concertação em leilões e concursos públicos,restrição de importações, e
inibição de práticas anti concorrenciais contra outros concorrentes), com
avaliação, caso a caso, em ilícitos que envolvam criminalidade violenta
de outros arguidos e cúmplices.

5. A Economia da Oferta

O crescimento económico de Portugal (como na generalidade das Nações que deveriam conferir ao mercado e à livre concorrência os seus alicerces) é um domínio que depende, objectivamente, das condições concretas, legislativas e regulatórias, que, quer as Empresas, quer os Trabalhadores, beneficiam, como Factores Produtivos que asseguram rendimentos, poupança e investimento na Economia da Oferta.


A prioridade da LIGA NACIONAL centrar-se-á, assim, na promoção dos meios necessários e indispensáveis para a reabilitação e desenvolvimento das actividades agrícolas, mineiras, piscatórias, industriais, concomitante e
mormente à promoção do turismo e de novas tecnologias que assegurem
maior produtividade do Capital e do Trabalho.


Uma Estratégia Económica que se alicerça na operação de mecanismos
concretos que passam, em primeira análise, por uma redução drástica,
espaçada no tempo, das taxas de imposto sobre os rendimentos pessoais e
empresariais, e que se sumarizam na seguinte cadeia de efeitos:

✓ Um aumento das taxas de rendibilidade depois de impostos das
poupanças pessoais, ocasionada pela redução das taxas de imposto
sobre os rendimentos pessoais, aumenta os incentivos dos indivíduos
para pouparem. Este aumento da poupança leva, tendencialmente, a
taxas de juro mais competitivas e a investimentos mais volumosos;

✓ Uma redução nas taxas de imposto sobre o rendimento efectivo das
empresas (equivalente a maiores isenções fiscais para investimento,
mais liberais taxas de amortização…)promove um maior empate de
capital, atraído por um aumento das taxas médias de rendibilidade;

✓ Um aumento das poupanças pessoais e das empresas conduz a uma
maior liquidez e a uma menor procura de crédito, contribuindo para
um tendencial declínio das taxas de juro. Efeitos que, por seu turno,
incentivamos gastos de capital e o investimento interno, produtivos e
reprodutivos;


✓ Um aumento do ratio Investimento/PNB revela uma maior
produtividade, significando que mais bens e serviços podem ser
produzidos por unidade do factor empregue. Consequentemente, os
custos unitários respectivos não aumentarão tanto nem tão
rapidamente, controlando-se os níveis de inflação;

✓ Uma redução das taxas de imposto sobre os rendimentos pessoais
conduz a um incremento da participação da força de trabalho e do
esforço de trabalho, aumentando em correspondência a oferta de
trabalho necessária para produzir mais bens e serviços;


✓ Com estes aumentos da oferta de trabalho, do stock de capital e da
produtividade, aumenta a capacidade produtiva da economia
nacionais e a competitividade das suas produções;


✓ Em resultado desta capacidade acrescida, as tensões inflacionistas
provocadas por insuficiências da oferta, bloqueios e constrangimentos,
desagravam-se, diminuindo a taxa de inflação, o desemprego e a
estagflação;


✓ Esse mesmo aumento da capacidade permite também a produção de
mais bens e serviços, mais baratos e de melhor qualidade, para os
mercados de exportação. Assim se melhoram as contas com o exterior
(diminuindo as importações), fortalecendo-se a unidade monetária
nacional, concorrendo, igualmente, para uma mais baixa inflação em
face de um declínio dos preços dos bens importados;

✓ Taxas de imposto sobre os rendimentos pessoais mais baixos revertem
em ganhos salariais mais modestos (porque mais modesta a inflação),
em resultado de processos de contratação colectiva de índole salarial
mais «suaves» — porque suave a inflação a que são indexadas as
respectivas tabelas salariais revistas;


✓ Baixas taxas de impostos causam, pois, reduções na inflação através
de vários canais: as tensões inflacionistas declinam à medida que o
desvio entre o PNB real e o PNB «desejado» vai diminuindo; a
produtividade aumenta, baixando os custos unitários;


✓ Com o controlo da inflação oferece-se um maior rendimento real
disponível, com um consequente aumento do emprego, do produto e
do consumo;


✓ Com manutenção de baixos níveis de inflação, as taxas de juro
mantêm-se mais baixas, estimulando o investimento global e atraindo
capitais estrangeiros (porque oferece melhores condições de
estabilidade e, mesmo, económicas, porque ligeiramente superiores à
taxa de inflação vigente internamente);


✓ O aumento da procura interna e externa dos bens e serviços produzidos
proporcionado por baixos níveis de inflação é condizente com o reforço
da capacidade produtiva da economia para produzir tais bens e serviços,
concorrendo estes factores para um crescimento equilibrado, consistente, balanceado e não-inflacionário da economia nacional.

De facto, quando o Governo intervém, «oferecendo bem-estar» (!?), pagando o desemprego, subsidiando a ineficácia, reificando a incompetência e a corrupção na gestão pública está a dissuadir o trabalho produtivo, empenhado e criativo; quando o Governo intervém para aumentar impostos sobre empresas rentáveis e lucrativas para pagar os seus desperdícios e improdutividade; quando o Governo intervém contribui decisivamente para o desincentivo dos factores da oferta em contribuir para o crescimento económico, e mesmo para o próprio declínio da procura.

De facto, todos aqueles projectos e programas, que marcaram as últimas
décadas, em Portugal, reclamados e advogados pela generalidade dos
economistas de filiação keynesiana, que afirmam promover a «equidade» e
«combater a pobreza» – e que são frequentemente racionalizados em termos que estimulam o consumo improdutivo – tendem, afinal, pelo contrário, a reduzir a própria procura, em virtude de minarem (pela inactividade decorrente) a produção, da qual toda a procura real deriva.


Há, por conseguinte, em Portugal, constrangimentos, profundos e herdados de décadas de políticas económicas e financeiras, erráticas, irresponsáveis e em permanente contra-ciclo, seja por intervenção directa dos Governos e Partidos no Poder (presentemente, já todos os que têm assento parlamentar, do CDS/PP ao BE, passando pelo PS,PSD e PCP!), seja pela submissão, acrítica e cobarde às imposições do Politburo de Bruxelas e os ditames da Alemanha, de França e de Espanha.


Quanto menos dinâmica é a economia, mais castigada por impostos é a
sociedade, porque os governos precisam de compensar as clientelas, e não há outra via senão o fisco e a dívida. Eis como duram os Estados europeus,
navegando entre duas revoltas possíveis: a dos contribuintes e a dos
dependentes.


Tal conjugação de “interesses” estranhos a Portugal e aos Portugueses,
traduziram-se por vários “nós górdios” que à LIGA NACIONAL competirá desatar, a saber:

i) A Dívida Pública – com um peso que se tornou insustentável e sem
recuperação à vista, com um crescimento que urge estancar e fixar em
patamares progressivamente declinantes, para níveis em que se desbloqueiem os travões que coloca ao crescimento económico e assegurem um patamar mínimo de estabilidade financeira. Com efeito, analisando a evolução das dívidas contraídas pelas Administrações Públicas desde os idos anos 90 do século passado,não existe qualquer justificação sólida e credível para tal desvario, a não ser que explicado por níveis crescentes de Corrupção nos Poderes Públicos (vd. Gráfico ilustrativo, seguinte) – em níveis galopantes desde o ano 2000, acentuando-se a partir de 2005e ultrapassando a marca dramática dos 100% do PIB em 2011, em resultado dos desvarios registados no decurso da (des)governação dos executivos liderados pelo Sr. José Sócrates e que conduziram, após uma escalada iniciada em 2008 (comum recorde de subida de quase 60 pontos percentuais do PIB, em apenas 6 anos, e com défices acima de 10% em 4 anos).

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